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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

III Semana de Comunicação do Ceut conquista estudantes

Por Auristelânia Mesquita

Durante os cinco dias em que a III edição da Semana de Comunicação foi realizada, um número expressivo de alunos e profissionais participaram das atividades realizadas durante todo o evento. Foi registrada a presença de alunos de Comunicação Social da faculdade CEUT nas oficinas, GDS, minicursos e palestras. Com satisfação, a Semana recebeu muitos alunos da UESPI, UFPI, Faculdade Aespi e Faculdade Santo Agostinho, que abrilhantaram ainda mais o evento.

Para Miguel Otávio, aluno do 7° período de jornalismo da Universidade Federal do Piauí, que marca sua primeira participação na Semana, o evento foi muito bem organizado. "De todas as atividades da qual participei, destaco o mini curso de marketing esportivo ministrado pelo publicitário Alexandre Mazzo", afirma. O estudante diz que a troca de conhecimento e o contato com novas pessoas foi o que mais lhe agradou durante os cinco dias de evento e revela que pretende participar da 4° edição da Semana de Comunicação já como um profissional.

Já para Luana Furtado, acadêmica do 2° Período de Jornalismo também da UFPI, dois fatores foram determinantes para sua participação no evento. O primeiro foi à propaganda promovida pelos amigos veteranos que já haviam participado das duas edições anteriores, e segundo, o GD de Folkcomunicação ministrado pela Profª. Drª. Jacqueline Dourado que para ela foi a melhor atividade do evento, sublinhando também o GD de Jornalismo Político, ministrado pelo jornalista Rômulo Maia e o Workshop de voz ministrado pela fonoaudióloga Onádia Barros.

Embora o evento tivesse como foco principal o debate e a troca de experiências entre profissionais renomados e alunos de publicidade e jornalismo, muitas alunos de outros cursos também participaram da Semana. Foi o caso de Camilla Doudement, aluna do 4° Período de Direito da Faculdade Ceut. Camilla afirma que essa foi a primeira vez que participou do evento e que gostou muito. "Me identifico com a área de comunicação social e ressalto a importância da comunicação dentro do Direito, pois ambos precisam estar em conexão", revela.

Camilla ainda destaca a praticidade quando o assunto engloba as oficinas ministradas pelos profissionais convidados e afirma que deseja participar de outras edições do evento como aluna ou profissional de comunicação.

Aceitação e conformismo marcam o jornalismo cultural piauiense

Por Lenny Moura

Um dos temas explanados no rol de oficinas disponibilizadas pela Semana de Comunicação, o jornalismo cultural já não é mais o mesmo, não encontrando espaço para se desenvolver com entusiasmo. Essa e outras questões norteam o trabalho do jornalista Marco Vilarinho (editor do caderno Metrópole do Jornal O Dia), e ministrante da oficina. Questionado sobre como o jornalismo deve agir em relação ao comercial e a falta de espaço nos jornais impressos para a cultura, Vilarinho admite: “só nos resta aceitar”.

Se antes os cadernos de cultura eram cansativos, oferecendo textos gigantescos, hoje, anúncios e celebridades ocupam a maior parte da editoria, além das colunas sociais que deixaram de informar e passaram a ser uma coluna de “bajulação”.

Um fato curioso dentro desse meio reflete na contínua reclamação de boa parte das pessoas pela falta de cultura nos jornais impressos, isto é, se colocarmos na balança uma resenha de um livro e um resumo dos capítulos da novela, com certeza o jornal será mais vendido pelo resumo da novela. Tal realidade abre espaço para o seguinte questionamento: Quem são os verdadeiros culpados? São os veículos de comunicação? O dono do jornal é um empresário, e ele quer lucro para a sua empresa. E, infelizmente, o jornalista acaba sendo obrigado a colocar: “Atriz da globo toma sorvete na praia” ou então “Clara reata com Totó”.

Trazendo para a realidade do Piauí, os cadernos de cultura são fracos no quesito cultural, seja cultura local ou não; cada um tem a sua e as culturas são diversas. Por preguiça ou pressa do jornalista, os textos acabam ficando vagos, e no jornal, o melhor meio de aprofundamento de determinado assunto, há atraso e obsolescência, pois a internet com certeza já deu a notícia.

Outro fator que também influencia para extinguir o jornalismo cultural é a falta de investimento dos governos e de empresas privadas em projetos culturais. É um absurdo um festival como o FestLuso – Festival de Teatro Lusófono, que reúne artistas de todos os países que falam o idioma português, tenha 60% da sua programação cancelada por falta de patrocínio. Mas nem tudo está perdido. Ainda existem pessoas que valorizam a cultura e vêm fazer suas apresentações.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Oficina sobre blog movimenta evento de comunicação



Por Ranielly Cristine

Como fazer um BLOG? Esse foi o tema de uma das oficinas oferecidas pela III Semana da Comunicação, evento sediado na Faculdade CEUT. Para iniciar, é interessante conhecer a história dessa nova e dinâmica ferramenta de comunicação.

O Blog surgiu em 1994, quando ainda não era difundido um conhecimento profundo do uso e manuseio da Internet. O termo Blog vem da palavra WEBLOG, que foi conhecida em dezembro de 1997 por John Bager. Na abreviação, registrou-se BLOG e BLOGGER, termo cunhado para às pessoas que editam o BLOG. A popularização do termo se deu em 1999 e, em 2002, não deixou de ser algo em destaque da Internet. Mas afinal o que vem a ser um BLOG?

Os blogs são uma das formas de publicação da web 2.0 e que, com o passar dos anos, sua aplicação e definição foi se desenvolvendo para outros campos, tais como notícias, opiniões, entre outros. São esses tipos de publicações que os jovens se divertem, pois possibilita outro meio de comunicação com outras pessoas. São descritos ali fatos de ordem seqüencial caracterizado por várias temáticas que abordam a atualidade.

De forma, em sala de aula, a professora Babra Rio Lima, responsável pela oficina, mostrou o quanto o Blog faz parte de sua vida, indicando a importância do entendimento do seu manuseio: "Gosto de Blog desde os meus 11 anos, porque eu era apaixonada por uma banda em que todos tinham um Blog”, afirma Babra. Ela advertiu ainda que para se ter um espaço virtual desse tipo, de compartilhamento e troca de ideias e opiniões, é necessário seguir vários passos até que esteja pronto para postagens.

Tudo depende do que escolher e da sua flexibilidade. O Blog pode ser criado conforme cada pessoa, tanto em design como no layout, ajustes, etc. Um dos principais critérios para criar uma conta de Blog é necessário fazer uma conta, principalmente do Gmail. Em seguida, aprender a usar o site do Blogspot. É preciso também dar um nome e aceitar as condições de uso.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Política no Piauí é tema de discussão na III Semana



Por Mara Vanessa/ Foto: Lara Pontes

A III Semana de Comunicação do CEUT fortaleceu a tradicional rodada de oficinas, grupos de discussão e mini-cursos oferecidos pelo evento, disponibilizando aos participantes uma lista diversificada de temas que circulam pela teoria e prática. Este ano, a edição contou com a presença do jornalista Rômulo Maia, um dos nomes mais promissores da nova safra de profissionais.

Rômulo tem 25 anos, é formado pela Universidade Estadual do Piauí e atua na área há cinco anos, cobrindo o cenário político do estado. Atualmente, ele trabalha no Portal AZ, carregando no currículo passagens pelo Portal Acesse Piauí, Secretária de Fazenda – Piauí (Ascom) e Secretária de Administração do Estado do Piauí (Ascom). O jornalista foi mediador do grupo de discussão “Política no Piauí”, que ocorreu no último dia 10, das 17:00 às 19:00 horas, na faculdade CEUT.

Durante o debate, foram discutidas questões acerca do formato do jornalismo político piauiense, influência da formação acadêmica no campo profissional, perfil do jornalista que atua na área política do estado, assim como as principais dificuldades e desafios enfrentados pelo profissional da informação. “Infelizmente, ainda vivemos sob a égide do jornalismo declaratório, fundamentando pela especulação, sem argumentos e autonomia”, revela Rômulo Maia. O jornalista também afirma que é comum na imprensa piauiense uma atuação tímida e “resguardada”, quando o assunto versa sobre apurações e críticas contundentes ao sistema político vigente.

“A maioria dos nossos profissionais prefere optar pelo caminho mais fácil, do apadrinhamento e troca de favores. Com essa postura, o trabalho fica comprometido, sem a imparcialidade, compromisso e responsabilidade que a profissão clama. Os jornalistas devem estar plenamente cientes de que o nosso poder é o de informar, e o nosso compromisso é com o leitor”, diz Maia.


“Estamos imersos em limitação, preguiça e imaturidade”

Ainda segundo o repórter, o perfil do jornalismo político piauiense não é dos mais animadores, pois “estamos imersos em limitação, preguiça e imaturidade. O jornalista de hoje prefere usar o telefone a marcar presença, encarar o entrevistado. A apuração fica comprometida pela rotina industrial, e, como se já não bastasse, a formação acadêmica dos profissionais ainda deixa a desejar, inserindo no mercado pessoas inexperientes”, argumenta.

Ao final, Rômulo Maia rebateu a diferença entre Jornalismo Analítico e Jornalismo Opinativo, sendo o primeiro voltado para a análise de um fato, entendendo contexto e personagem, e o segundo direcionado para a emissão de um juízo de valor. A discussão foi encerrada e ovacionada pelos presentes, que demonstraram entusiasmo pelo tema, como é o caso da estudante Auristelânia Mesquita, do 6° período de Jornalismo. “Rômulo Maia provou não ser apenas um profissional que cumpre seu papel, mas sim um formador de opinião sério e responsável. Apesar da pouca idade, me surpreendi com o comprometimento deste rapaz e, sem medo, afirmo que foi uma das grandes sugestões da Semana de Comunicação”, pontua a estudante.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Ética profissional é pauta na III semana de comunicação

Por Leonardo Freitas

As professoras Cristiane Portela e Clarissa Carvalho foram as responsáveis por conduzir um importante debate durante a III edição da Semana de Comunicação. As profissionais abordaram a importância da ética na comunicação, tema bastante discutido no âmbito teórico, mas com pouca efetividade em seu sentido prático.

Na ocasião, os alunos debateram o conceito de ética dentro do universo do jornalismo, propondo reflexões e utilizando-se de exemplos práticos para argumentação.

A relação entre ética pessoal e ética jornalística foi ressaltada durante o debate. Dentro dessa relação, as profissionais retomaram o aforisma do conceituado jornalista Cláudio Abramo, falecido em 1987, o qual registra na obra A Regra do Jogo: “No jornalismo, o limite entre o profissional como cidadão e como trabalhador é o mesmo que existe em qualquer outra profissão. O jornalista não tem ética própria, ética do jornalista é a ética do cidadão. O que é ruim para o cidadão é ruim para o jornalista."


“Ética é fundamental em qualquer profissão”

Para a professora Ms. Cristiane Portela, a ética está em todos os aspectos do fazer jornalístico, desde a escolha das pautas e fontes, até o ato de priorizar a objetividade e imparcialidade em todo o processo.

Segundo a professora, para um jornalista se tornar um profissional ético, a responsabilidade deve vir em primeiro lugar, onde atenção deve estar voltada para o interesse público. “Se o jornalista é uma pessoa que segue esses parâmetros, ele tem tudo pra ser um bom profissional”, afirma.
Para Raquel Macedo, estudante do quarto período do curso de Jornalismo, a ética é fundamental não só na comunicação, mas em qualquer área profissional, pois segue valores e princípios que, de alguma forma, nos faz ter consciência das nossas atitudes.

Sobre a avaliação do grupo de discussão, Raquel pontuou como positivo: “O GD foi ótimo, não deixou nada a desejar. O debate desse tipo de temática só vem a enriquecer estudantes e profissionais da área, pois cabe ao jornalista o dever de cobrar e buscar transformar sua própria ética, a de seus colegas, proporcionando um trabalho de qualidade para a sociedade”, concluiu.