terça-feira, 9 de novembro de 2010

Discussão sobre direito autoral abre Semana de Comunicação do Ceut

Por Tairo Silva

A terceira edição da Semana de Comunicação da Faculdade CEUT abriu a programação trazendo para discussão um tema polêmico: o direito autoral e o direito de informação na internet. A abertura, realizada na noite de ontem, no ginásio poliesportivo da faculdade, levou aos participantes uma palestra com os advogados Marcos Cardoso e Paulo Gustavo (foto).

Apesar de ter uma abertura oficial apenas à noite, desde cedo a Semana já estava no ar. À tarde aconteceu um workshop de voz com a fonoaudióloga da UNIFOR, Onádia Barros. Segundo informações, a oficina foi bastante prestigiada pelos alunos, o que surpreendeu à fonoaudióloga.



Entre os dias 8 e 12 de novembro a III Semana de Comunicação do CEUT promove uma série de atividades que vão desde oficinas com temas atualíssimos a mais palestras com personalidades da Comunicação brasileira. A finalidade do evento é abrir a mente dos alunos para o mercado de trabalho, incentivar, criar oportunidades para que conheçam novas tecnologias, adquiram conhecimento em diversas áreas do segmento.

Entre as atrações da programação da Semana de Comunicação estão o doutor em comunicação Silas de Paula (UFCE), o publicitário e consultor em mídias digitais Ian Black (SP), o diretor de arte Mauro Silva (SP), o jornalista e escritor Daniel Pisa (Estadão) e a ombudsman da Folha de S. Paulo, Suzana Singer, entre outros.

O evento contou com o apoio e a presença de alunos de diversas faculdades. Na solenidade de abertura a coordenadora do curso de Comunicação Social, Maria Helena de Oliveira ressaltou a garra da faculdade em fazer a terceira edição do evento. A contar pela programação e força da organização, a III Semana de Comunicação do Ceut já é um sucesso. Confira aqui a cobertura do evento pelos alunos da disciplina de Jornalismo Online

Foto: Tairo Silva

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

De meros receptores a produtores de conteúdo

Décadas atrás Andy Warhol já dizia: "No futuro, todos terão os seus 15 minutos de fama". Com essa frase, o artista parecia prever as profundas transformações que a internet trouxe ao processo de comunicação.

Se antes estávamos submetidos ao papel de meros receptores de monopólios de comunicação, agora a internet nos garante a possibilidade de produzir nosso próprio conteúdo. E o melhor: esse conteúdo pode ser acessado a qualquer hora e em qualquer parte do planeta - tal possibilidade configura a internet como uma rede inclusiva e responsável pela cultura livre.

Além disso, a internet provocou uma verdadeira fuga de telespectadores. Atraídas pela livre circulação de notícias e pelo livre-arbítrio na escolha de conteúdos, muitas pessoas optam por se informar exclusivamente através da internet, sobretudo os jovens.

Diante desse cenário, a televisão adotou a tática do "se você não pode vencer um inimigo, alie-se a ele", ou seja, atualmente as emissoras procuram assimilar os conteúdos provenientes da rede, além de disponibilizar o seu próprio conteúdo na internet.

Por último, mas não menos importante, a grande rede provocou uma verdadeira revolução nos hábitos, relações e costumes entre as pessoas, através da incorporação de ferramentas que, se antes não existiam, agora o mundo não consegue mais viver sem, como email, Msn, Orkut, Facebook, e Twitter.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O filtro da razão sobre a mídia

Por Leonardo Freitas
6º Período / Jornalismo

Os seres humanos são dotados do privilégio de pensar. Talvez para alguns esse ato tão comum não seja algo totalmente benevolente, pois o pensamento tem o poder de nos libertar das correntes que nos mantêm presos a falsos valores e, por mais incrível que pareça, há quem queira nos manter distantes da verdadeira realidade. Daí a importância da manutenção da provável arma mais poderosa que a mente humana nos oferece: a capacidade de pensar e de formar uma consciência de si e do mundo que o cerca.

Surge aqui o importante papel da filosofia, que nos auxilia no processo de criação dessa nova atitude de questionar e duvidar das coisas, formando uma consciência. Dentro da teoria moral, consciência é uma função que permite ao ser humano distinguir entre o que é bom e o que é mau, no entanto essa consciência de que nós falamos vai muito além disso.

A consciência que falamos aqui nasce num mundo onde a criatividade impera, o repetitivo já não vinga, os modismos estão literalmente fora de moda e as atitudes do outro serão menos apreciadas do que as nossas.

Diariamente somos bombardeados com notícias, capítulos de novelas, partidas de futebol, programas de auditório, filmes, enfim, pelos mais diversos tipos de veículos midiáticos que nos metralham de opiniões, comportamentos e ideologias fazendo com que nossas atitudes sejam uma reprodução do pensamento de uma minoria que detém o poder de controle dos meios de informação.

Cabe a nós leitores e telespectadores a análise desses conteúdos que nos são enviados, para que deste modo possamos adquirir a capacidade não só de criticar, mas também de nos tornarmos sujeitos ativos no processo de formação de opiniões. O jornalista, acima de tudo, também é um cidadão, e como sujeito da geração de conteúdo deve buscar sempre os valores da verdade, da justiça e da responsabilidade.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Luiz Gonzaga - um grande rei que deixou saudades

Por Tairo Silva
6º período/Jornalismo

Observando a história da música brasileira podemos encontrar dezenas de artistas que se destacaram por seu grande talento, criatividade, musicalidade e até mesmo pela personalidade forte. Mais o que falar de um fenômeno que fez traçou sua trajetória na música brasileira criou gêneros nunca vistos, indumentárias, cantou, tocou com maestria? Músicos como Chico Buarque, Raul Seixas, Gilberto Gil, Gal Costa, Elba Ramalho,Gonzaguinha já cantaram suas músicas. O mito ao qual me refiro chama-se Luiz Gonzaga do Nascimento.

Gonzaga nunca imaginou que vindo de onde veio, do sertão de Exu em Pernambuco, com a origem muito pobre que teve, fosse se tornar um artista mundialmente indescritível, pode se chamar assim. Não estou aqui para biografá-lo, e sim para tentar contar um pouco da trajetória desse grande músico, que conquistou o Brasil e o mundo.

Foto: Portal da Cultura


Luiz começou sua história na roça, no interior bravo, trabalhando no sol a pino, com o pai Januário. Este já tocava nas festas do lugar, com uma sanfona de oito baixos, instrumento bastante admirado por todos, principalmente pelo som que produzia, e pela dificuldade em ser manejada.



Nas redondezas não havia ninguém melhor na sanfona que o Velho Januário. EGonzaga observava o pai, aprendendo o instrumento e começando assim a ajudá-lo nas tocadas. Mais tarde no exército teve mais contato com a música, viajou muito, até se decidir pela música. Aprimorou-se na sanfona e caiu no mundo, lutando pelo seu sonho. Gonzaga nasceu no interior, no dia 13 de dezembro de 1912, mas viveu grande parte de sua juventude e velhice no Rio de Janeiro, onde fez sua carreira.

Cantava e tocava pelas ruas, solando sua sanfona em programas de calouros e, de vez em quando, arriscava soltar a voz. E foi num desses programas por onde passou que Luiz chamar a atenção de grandes empresários da música. Surgiu então seu primeiro contrato com uma grande gravadora e daí não parou mais.

Seguindo uma trajetória de altos e baixos, Luiz nunca deixou de acreditar no seu sonho e continuou a trabalhar. Mais tarde criou sua identidade, quando passou a usar a o gibão e chapéu de couro, indumentária de homem do sertão, do caboclo nordestino. Foi o inventor do forró e sua cultura. Entendeu que a sanfona dava a harmonia ao novo ritmo, a zabumba fazia o som de um contra-baixo e o triângulo fazia a marcação. Com esses três instrumentos inventou ritmos como o xote, o xaxado e o baião, que lhe consagrou como rei mais tarde.

Gonzagão influenciou a cultura do povo brasileiro

O povo brasileiro carrega consigo uma grande influência cultural, as festas juninas, data em que o forró tradicional impera e dá vida às comemorações. É impossível imaginar essas festas sem a música de Luiz Gonzaga. A sua importância é tanta que a data de seu nascimento, 13 de dezembro, se tornou o Dia do Forró, e é comemorado pelos milhões de gonzagueanos por aí a fora.

Luiz Gonzaga foi a grande voz de muitos temas importantes e teve muitos parceiros em suas composições. Cantou a seca que machucava o povo nordestino, a fome, a miséria, a saudade do caboclo, suas emoções, vitórias e derrotas, a esperança da chuva, a política, tema muito delicado de se tratar na época, e até mesmo o humor, presente em diversas músicas. Uma delas, ‘’Ovo de Codorna’’, trata do problema da impotência sexual masculina. “Eu quero um ovo de codorna pra comer, o meu problema ele tem que resolver’’, ensinou ele.

Enfim, Gonzaga tratou de milhares de assuntos importantes. Quem conhece “Asa Branca”, umas de suas canções mais conhecidas, espécie de hino extra-oficial do nordeste, não crê que antes que ela saísse do papel tenha sido muito criticada e chamada até de ‘’música de cego’’ – uma alusão às cantigas que portadores de deficiência visual entoam esmolando em igrejas e feitas. De “Asa Branca” foi dito até que a canção nunca iria fazer sucesso.

Não posso deixar de registrar que Gonzaga nem sempre foi o rei do Baião. Já tocou samba, bolero, marchinhas. Suas músicas ganharam versões japonesas, em tarantela e muitos outros. Sempre com seu jeito simples de matuto, conseguiu mostrar a realidade de sua época e até do porvir. Seus problemas, seus encantos, seus amores e desamores, amarguras e alegrias, expressando assim tudo o que sentia. Foi um dos artistas mais biografados do mundo. Tudo isso não deixa dúvidas de que Luiz Gonzaga do Nascimento foi e ainda é merecedor do título de Rei do Baião. Mesmo após à sua morte ele continua presente, até mesmo sem querer, no nosso dia-a-dia e sempre em nossos corações.

domingo, 31 de outubro de 2010

A indústria milionária por trás do voto

Por Andressa Figuerêdo
6ºperíodo/Jornalismo



A cada quatro anos o Brasil e o Piauí, escolhem governadores e deputados estaduais e
Por Andressa Figuerêdo federais. E nesse momento se vestem com as cores da democracia e abrem alas para a indústria da campanha eleitoral. As cidades se enfeitam de cartazes, outdoors e santinhos. Vários profissionais são mobilizados e, como jogadores de futebol, são convocados para correr atrás do gol - que é o voto do eleitor.

Jingles, Vts, spots, rádio, TV, massa. A busca pelo voto é uma grande indústria que lucra milhões em pouco mais de três meses de campanha. Marqueteiros, marceneiros, publicitários, jornalistas, donos de caminhões, de sistemas de som, entre outros, são escalados para a maratona democrática.



E o que falar das pesquisas? Aquelas que dizem das intenções do eleitor. As pesquisas dão sabor à disputa. Aguçam as críticas entre os candidatos, criam cenários, criam até mesmo votos e cristalizam opiniões.

No interior ou na cidade, crianças, idosos, mulheres e homens absorvem toda essa informação. São pegos cantando a música do candidato A ou B. Brigam com vizinhos, desdenham da escolha do outro. Sobem no pau de arara e erguem a bandeira do partido esperando que este erga após o pleito uma vida melhor ao sertanejo ou ao citadino que depositou o voto na urna cheio de esperança.

De fato a campanha política, como um campeonato de futebol, paixão do brasileiro, tem ares e forma de um grande evento, por vezes não pelo ato democrático do voto, mas pela força do dinheiro que movimenta a indústria da campanha eleitoral.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Estou levando uma vida de cão

Por Lenny Moura
6ºperído/Jornalismo

Apesar de ser muito pequena na década de 1980, hoje tenho certeza que faço parte da lista dos “viúvos” daquela década, pelo menos no cenário musical. Ou realmente eu parei no tempo ou a maioria das pessoas gosta mesmo de coisa ruim... Hoje em dia as mulheres são chamadas de “cachorras e rach%2#*s” e os homens “quebram o quadril” ao som de “Rebolation”.

A última da vez é um cantor conhecido como Paulynho Paixão ou PP. Tudo bem que o estilo brega tenha um grande número de fãs, mas esse PP é algo indescritível. Para meu desespero, o cantor vem atraindo centenas de pessoas que lotam bares de todo o Piauí, para ouvir o “rei do coladinho”, expressão que define o estilo ao qual a novidade pertence e reina sobre.

Foto: Google



Na década de 1980, quando acontece o fortalecimento do rock e punk rock, as pessoas eram mais livres no quesito musical, de certa maneira. Viviam intensamente, como se soubessem que aqueles anos iriam acabar. Li uma entrevista da cantora Joan Jett – ícone do punk rock – em que ela diz que o rock salvou sua vida e que, talvez se não existisse a música, ela estaria presa ou até mesmo morta.

Foi também nos anos 80 que o rei do pop Michael Jackson lançou o álbum “Thriller” e mudou a história da música e do vídeo clip. Podemos chamar aquela década de “mãe da música pop”, pois foi a partir dela que muitas bandas surgiram e continuam a surgir até hoje inspiradas nos ícones do pop/rock.

Para citar alguns dos ídolos oitentas, coloco aqui os nomes de Cazuza, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Biquini Cavadão, Engenheiros do Hawaii, Titãs, Blitz, Ira!..

No cenário internacional é bom lembrar de Bon Jovi, Duran Duran, Pet Shop Boys, Prince, Madonna, Guns N’ Roses, Iron Maiden e muitas outras que também foram congelados na década de 1980.

Juntos, esses grupos e artistas venderam milhões de discos e arrastaram multidões por onde passaram. Será que foi a tecnologia que fez com que eles parassem no tempo? Hoje se faz mais sucesso colocando um vídeo na internet do que gravando um CD. Isso deixaria as bandas mais desestimuladas para novas gravações?

Se a tecnologia ajudou nesse declínio musical não sei, o que sei é que o que desestimula é ver uma multidão cantando “apaixonado eu canto, eu bebo, eu choro por você. Não sou cachorro não, mas tô assim levando uma vida de cão”. Ninguém merece. Mesmo !!!

sábado, 23 de outubro de 2010

De arma à poderosa ferramenta da Comunicação

Por Mara Vanessa
6ºperíodo / Jornalismo

Durante o processo de evolução humana, várias formas de comunicar e interagir foram elaboradas, adaptadas e readaptadas para melhor satisfazer a complexa teia das relações sociais. A internet, a mais recente criação dentro desse processo, é uma das importantes ferramentas deste esquema.

Esboçada na metade do século XX, a comunicação através da Rede foi instituída com fins militares, em que mensagens de caráter instantâneo e condicional eram importantes meio de estratégia e poder. O maquinário que compunha esse sistema ocupava grande espaço – referenciado pelo aspecto colossal – e seu manuseio exigia uma série de conhecimentos específicos. Com o passar do tempo, o uso e o modo de captação de informações pela Rede foram conquistando amplitude, adquirindo novas funcionalidades e fins. Mais: alcançou o grande público.

Foto: Google


Neste ínterim, a sociedade civil começou a empregar a internet para as mais diferentes atividades, o que provocou rapidíssima expansão da cadeia virtual ou network. Hoje, anos após o surgimento da “rede interna”, a sociedade se vê às voltas com a dependência desse fenômeno. Fenômeno este que abrange todos os setores, das mais diferentes maneiras, pois a convergência das mídias encontrou no cyberespaço um forte aliado.

Informação, entretenimento, educação, interação, relação... Há lugar para infinitas possibilidades no fabuloso mundo da internet. Antes considerados “oráculos” no processo informativo, meios de comunicação como o jornal impresso, rádio e televisão estão cada vez mais obsoletos e subjugados pela internet.
Características como rapidez, agilidade, quebra de hierarquia (emissor-receptor), interação, participação ativa no processo comunicacional, espaço e economia de tempo são fatores decisivos para justificar o fascínio que a internet exerce sobre a sociedade atual.

A idéia da aldeia global, defendida pelo teórico e pesquisador Marshall McLuhan, encontra ecoa sonoramente na internet. Por outro lado, vale salientar que este ainda é um meio caro, que não inclui todas as camadas da população. Países como o Brasil, por exemplo, ainda vivenciam a fase da inclusão e exclusão digital, que abarca a capacitação, difusão e crescimento no uso da internet. Além disso, ainda faltam leis que punam crimes virtuais e que contenham a falta de controle do meio. A efemeridade e superficialidade também integram o rol de obstáculos que precisam ser enfrentados.

Diante do exposto, podemos dizer que a internet estabeleceu seu lugar junto à sociedade massificada, embora ainda precise ser ampliada. Frear a atuação – invasão – descontrolada da rede virtual, bem como otimizar seu uso, é um dos grandes desafios do século XXI.