quinta-feira, 8 de abril de 2010

Um dia de todos


Por: Renan Soares

Comemorou-se ontem, 07 de abril, o dia do jornalista, um dia que nos faz lembrar as conquistas e obstáculos que os profissionais da notícia enfrentam há anos. O jornalista é aquele que se encarrega de levar a informação para a sociedade de forma verídica e imparcial, tornando a população cada vez mais ativa, onde indivíduos munidos de informação podem reclamar melhor por seus direitos.

Até pouco tempo, para exercer a profissão de jornalista era necessário passar por uma faculdade, onde o estudante aprenderia todas as teorias e práticas para o exercício da profissão. Porém, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o diploma não se faz mais necessário, o que é uma injustiça para todos nós que fazemos o vestibular, depois passamos quatro anos na faculdade em busca de conhecimento e capacitação para ingressar no mercado de trabalho.

Ontem foi dia do jornalista, então se pode dizer que foi o dia de todos, pois como determinou o STF qualquer um pode ser jornalista. O que mais me intriga é o fato do jornalismo ser considerado o 4º poder, e ter sido tão desvalorizado, pois esse poder muitas vezes pode ser perigoso nas mãos de quem não tem capacitação para utilizá-lo.

Fico na torcida que o jornalismo seja mais valorizado, que haja novamente a obrigatoriedade do diploma, pois a profissão precisa ser legalizada para que os profissionais possam ir atrás de seus direitos. Não conheço ninguém que tenha coragem de se submeter a uma cirurgia com um médico que não seja formado, do mesmo jeito que não dá pra acreditar em um jornalista que não ingressou numa faculdade e que não viu questões sobre ética e critérios de noticiabilidade e muito menos sobre a teoria hipodérmica.



quarta-feira, 7 de abril de 2010

Assembleia Legislativa homenageia jornalistas do Piauí


Por:Rennata Helyne

A Assembléia Legislativa do Piauí homenageou, no Dia do Jornalista, todos os profissionais, em uma sessão Solene e destacou a luta para retornar a obrigatoriedade do diploma, exatamente 20 dias após a Assembléia gaúcha aprovar a exigência do diploma para jornalistas. O orador da sessão, o deputado Fábio Novo, também jornalista, foi o autor do requerimento.

A sessão solene contou com a presença do presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Piauí, Luis Carlos Oliveira, que se pronunciou sobre a luta da categoria para retornar a obrigatoriedade do diploma. Ele defendeu a implantação de jornalistas no quadro funcional do Estado, com funções definidas e condenou a falta de condições dignas de trabalho no âmbito de alguns órgãos públicos.

Luis Carlos fez questão de lembrar aos colegas de profissão que tramita uma PEC no Congresso Nacional com a finalidade de resgatar a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão no Brasil.

terça-feira, 6 de abril de 2010

É hora de se vacinar.


Por: Veridiana Carvalho
Ontem teve inicio a terceira etapa de vacinação contra a gripe H1N1, destinada a nós, jovens entre 20 e 29 anos. A campanha se estende até o dia 23 deste mês, é muito importante que todos sejam vacinados, para que estejamos livres da doença.

A Gripe A, como é conhecida, já matou milhares de pessoas e é bastante confundida com a gripe comum, com algumas diferença: é bem mais intensa, tem duração maior, provoca falta de ar, febre mais alta e forte e pode provocar óbitos. As principais vítimas da gripe são as gestantes, devido à redução da imunidade característica da gravidez, porém, homens, mulheres, idosos e crianças não podem facilitar e buscar a imunização. A vacina é gratuita e pode ser encontrada nos postos de saúde de todo País. Algumas instituições estão fazendo campanhas de 03 dias, disponibilizando vacinas para estudantes e funcionários, como é o caso do Ceut. Só quem não pode tomar a vacina são as pessoas alergica as proteinas do ovo de galinha.

A única coisa necessária para a vacinação é um documento com foto, para que comprove a data de nascimento. Quem tem pavor de agulha, como eu, pode ficar despreocupado. Se servir de consolo, a dor é tolerável!(brincadeira). O que existe é apenas um pequeno incômodo após a picada, mas o importante é a saúde.

A título de informação, a quarta etapa que acontece de 24 de abril a 07 de maio, terá como alvo os idosos com 60 anos ou mais e portadores de doenças crônicas. Os demais idosos irão tomar a vacina contra a gripe comum (sazonal). Na última etapa quem recebe a vacina são os adultos entre 30 e 39 anos e acontece entre os dias 10 e 21 de maio.

domingo, 4 de abril de 2010

Chico Xavier - A Emoção

Por Cleyton Lustosa

Lançado na data em que seu retratado comemoraria 100 anos de idade, foi lançado na sexta feira, dia 02 de abril, o filme sobre o médium espírita Chico Xavier; a produção levou uma legião de seguidores e lotou todas as sessões no seu dia de estreia em Teresina . O filme é dirigido por Daniel Filho e estrelado por Nélson Xavier, Angêlo Antônio e grande elenco.

Chico Xavier é muito admirado por todos. O filme e os atores em geral transmitiram maravilhosamente um passado de espiritualidade mediúnica de Chico usando as telas de cinema, porém, o filme merecia uma abordagem maior sobre a vida do médium; seria interessante dar mais destaque ao seu trabalho de colaborador na produção de muitos livros. A fotografia é muito boa e o roteiro também, já aquele espírito de Bezerra de Menezes poderia ser mais convicente, mas, os admiradores do medium, ficaram satisfeitos.

sábado, 3 de abril de 2010

Anos rebeldes: cultura contra tortura

Por: Rafael Augusto

“Caminhando contra o vento sem lenço, sem documento...”. Caetano Veloso cantou junto ao tempo, a música Alegria, Alegria. O Brasil vivia no chamado Anos de chumbo, a ditadura era o governo PADRÃO. Um governo que censurava qualquer convicção que contrariava suas virtudes, além disso, torturava de maneira sanguinária o chamado “lado contrário”. Basta lembrar a morte do jornalista Vladimir Herzog que foi chamado a depor na sede do exército, e no outro dia foi encontrado morto. O mundo estava sitiado por duas “entidades paradigmáticas”: Estados Unidos e União Soviética. Que ditavam as formas de governo Capitalismo e Socialismo. Era a chamada Guerra Fria.

Jornalista Vladimir Herzog, assassinado antes de depor


Nas ruas, os estudantes vinculados a UNE(União Nacional dos Estudantes) protestavam diariamente contra à forma de governo, que de maneira covarde queimou a sede da entidade em 64. Na televisão a ditadura ditava o ritmo da programação, naquela época a emissora de Roberto Marinho, a TV globo impulsionou-se, e segundo muitos críticos apoiando-se nos preceitos ditatoriais, claro não sabíamos se era para se fortalecer, e se foi realmente, Marinho deu um show de inteligência, já que a partir desse período a emissora começou a se destacar. O regime vigente de forma “insigne” usava a mídia para propagar as conquistas tanto no esporte quanto no lado econômico, entre as mais importantes, a Copa do Mundo de 70. A publicidade foi à marca da ditadura; o Milagre econômico do General Emílio Garrastazu Médici, ganhou capas e mais capas de revistas e jornais, além disso também, as chamadas principais das rádios. Os que recusassem, eram fechados, lacrados, quebrados, humilhados... Será que os brasileiros não estavam enfadados? Se estivessem, teriam que ficar calados.

Parece com o presindente Lula na juventude, será que é? Estudantes e sindicalistas eram perseguidos

Como lembra Ana Maria Silva, no Artigo A Censura e o Rádio no Piauí do professor Francisco Alcides do Nascimento, a escolha das músicas tinham que ser cuidadosamente selecionadas. “Nem todas as canções da música popular brasileira podiam ser veiculadas. As músicas de protestos, quaisquer que fossem, eram censuradas”, afirma a discotecária, que naquela época trabalhava na Rádio Pioneira. Segundo Ana algumas composições de Chico Buarque também foram vetadas, por terem letras que não agradavam aos “generais”.

Foi durante esse período conturbado que em 1967, Caetano Veloso apresentou em um festival da Rede Record a música Alegria, Alegria que sem dúvida alguma foi um impacto geral. A música serviu como lançamento do movimento tropicalista. No princípio não agradou ao público, que depois vieram aplaudir de forma brilhante. A canção ficou na quarta colocação no festival. No mesmo festival Gilberto Gil apresentara Domingo no Parque que foi outro espetáculo de música.

Juntamente com Pra não dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré a música de Caetano ganhou espaço nas gerações vigentes e nas gerações futuras. Essas duas músicas cutucavam o governo e nunca foram aceitas; sempre quando tocadas eram censuradas, ao contrário da música Eu te amo meu Brasil de Dom e Ravel, que era a música propaganda do governo militar, na letra expressões como A mão de Deus abençoou e Em terras brasileiras vou plantar amor. Enquanto a letra da música de Dom e Ravel pregavam razões (fidelidade) em relação à nímia ordem dos generais, em prisões centenas de brasileiros eram torturados.

Caetano Veloso canta no festival da Rede Record

A música de Caetano ainda foi tema de abertura da Minissérie Anos Rebeldes de 1992, que retratava o período da ditadura. Mas por coincidência ou não, em 92 o Brasil estava mergulhado em outro período conturbado da sua história, o presidente Fernando Collor sofria o impechemat e os movimentos dos caras-pintadas faziam a todos lembrar os anos de chumbo.

Apesar de terem sofrido uma grande repressão por parte da ditadura, os talentos musicais, não deixaram de apresentar o poder de influência da cultura.
Acompanhe agora nos vídeos as músicas Alegria, Alegria, Eu te amo meu Brasil e Pra não dizer que não falei das flores



Eu te amo meu Brasil

Alegria, Alegria


Pra não dizer que não falei das flores

Tolerar, Intolerar e “Desintolerar”

Por: Rafael Augusto

“ Dessa vez vou lhe dar uma chance seu judeu” imagine que essa frase foi falada por Hitler na época do seu império Nazista. Ficaria curioso para todos uma citação dessa, ou não? Levando em conta suas virtudes e paradigmas o imperador Alemão deixaria tudo que pregou e se arriscaria agora em defender ou pelo menos tentar defender aqueles que foram seus principais alvos. A evidência ou a não novidade de que essa frase poderia ser falada pelo ditador se finca na ideologia de que a tolerância consiste em um gesto de englobar todos os seres humanos ao ciclo da vida, ou que seja com suas diferentes culturas, ou que seja com suas diferentes etnias.

Judeus Perseguidos e presos nos campos de concentração

Voltando ao ponto da realidade histórica, sabemos que Hitler matou milhares de judeus entre outros, alegando que eram impuros. A sua virtude de intolerância que era intolerável pelo resto do mundo, tinha como base criar uma sociedade pura, que não tivesse “pecados”. “ Atiras a primeira pedra quem não tiver pecados”, é nessa frase dita por Jesus Cristo que podemos assegurar que todos os homens são iguais, até nos pecados , mesmo que alguns possuam poucos ou muitos.


Ditador Hiltler, sanguinário

Portanto, temos que assimilar de maneira célere as diferenças, claro que compreendendo todas as mudanças e aceitando-as. Nas épocas passadas onde muitos afirmam que começou a surgir o processo de intolerância, nunca foi intempestivo para que as pessoas e grupos daquela época analisassem essas virtudes. A prova disso é que tinham os que defendiam os rejeitados.


Violência nas periferias

No entanto, apesar de várias reciclagens a respeito das mudanças e psicologia dos que rejeitam, o mundo ainda se encontra naufragado no hábito da intolerância. Precisamos nos comporta como seres que aceitem os outros com suas diferenças, pois temos que começar a “desintolerar” nossos pensamentos.





sexta-feira, 2 de abril de 2010

50 anos de Renato Russo.




por: Andréia Rocha


Não foi a toa que no final do mês de março, o Brasil foi coberto por homenagens ao cantor e compositor Renato Manfredini Junior. Nascido em 1960, Renato Russo completaria no dia 27 de março, 50 anos. A princípio com a banda ‘Aborto Elétrico’, em seguida em carreira solo, e finalmente, no apogeu de sua carreira, com a Legião Urbana, junto a Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá, e Renato Rocha, ele influenciou gerações, influenciou o rock, influenciou meninos e meninas, pintou calçadas com giz, em melodias jamais esquecidas.

Para homenagear o “trovador solitário”, a mídia em geral e as casas de shows realizaram tributos e programas especiais, como o “Altas Horas”, que levou músicos que participaram da vida de Renato. Dentre eles, Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Dinho Ouro Preto. Bandas como Jota quest, Móveis Coloniais de Acaju, Cidadão Instigado também se renderam às faixas da “legião”. O canal Multishow não ficou de fora: levou músicos de renome como os do Charlie Brown jr, Cidade Negra, Biquini Cavadão, Detonautas, Capital Inicial, além de Paulo Ricardo, Vanessa da Mata, Nasi e Plebe Rude.

A cidade de Teresina também prestou sua homenagem, na quarta-feira, 31 de março, no Palácio da Musica. O músico Aislan Leal, que fez o tributo a Renato Russo, se apresentou como Renato: "Eu sou o Renato Russo. Eu escrevo as letras, eu canto;
Nasci no dia 27 de março, eu tenho 23 anos
E sou Áries e ascendente em Peixes.
Eu trabalhava com Jornalismo, rádio, era professor de Inglês também
e comecei a trabalhar com 17 anos e tudo.
Mas só que de repente tocar Rock era uma coisa que eu gostava mais de fazer
E como deu certo eu continuo fazendo isso até hoje
", descrição a qual Renato usou no CD “Uma Outra Estação”. No repertório, Aislan misturou músicas de cada Cd, (a banda lançou mais de 10 discos, dentre eles, coletâneas, álbuns ao vivo, um CD com músicas em italiano, nomeado “Equilíbrio Distante”), Aislan surpreendeu o público cantando assim como Renato, em inglês e italiano.

O “Jornal da Globo” também fez menção ao músico, na coluna de Nelson Mota, que descreveu Renato como um dos artistas mais talentosos e carismáticos da música brasileira. Renato foi tão cultuado que se transformou em um personagem messiânico para multidões de fãs. Era culto, sofisticado e solitário”

Muitas outras homenagens foram direcionadas ao poeta do rock ao longo dos anos. Livros bibliográficos publicados como: “O Trovador Solitário”, “Renato Russo de A a Z”, “Renato Russo, o Filho da Revolução” são apenas um arquivo escrito de como o músico foi importante, especialmente na época da ditadura militar, inspirando milhares de seguidores.

Renato Russo, em suas canções, falou de amor, de guerra, da ditadura, de esperança, de atrocidades, de sexualidade, do governo Collor, de suicídio, de opressão, de Eduardo e Mônica. Independente do assunto, sua letras eram recheadas com lirismo. Adorava inglês, cantava também em inglês, era melancólico e místico. É considerado gênio por muitos, era sensível, polêmico, crítico, corajoso, tinha inteligência intrigante. Renato é eterno, e sem dúvida se perpetuará, com merecimento, como o ‘Poeta do Rock’, por mais 12, 50, 100 anos, impressionando, sendo admirado e louvado por outras novas gerações.